17 de Novembro de 2007

Pinto de Sá reafirma que Parque Desportivo poderá estar pronta até final do ano:

Atrasos devem-se a "falhas do empreiteiro"

Pinto de Sá disse hoje ao NdM que os atrasos no Parque Desportivo, na sua primeira fase de construção, se devem ao empreiteiro. Para o presidente da Autarquia montemorense a data definitiva de inauguração nunca pode ser dada sem se estar a especular, pelo que reafirmou que "temos estado a pressionar a empresa no sentido de, até ao final do ano, ter a obra concluida. Agora: este é o nosso desejo. Não está garantido que assim seja mas qualquer avanço de outras datas são pura especulação, de facto, porque nem nós sequer sabemos com rigor qual é essa data". Os atrasos devem-se, segundo o edil, "aquela obra é um projecto de concepção/construção. Ou seja, não é uma obra normal como seria uma empreitada já com o projecto concebido. Num projecto de concepção/construção, obviamente há um periodo de concepção, e depois há um conjunto de certificações e situações que dificultam sempre definir um prazo para a conclusão da obra. Tem havido alguma dificuldades na obra, é verdade, mas tinhamos a perspectiva de a obra até já nos ter sido entregue, mas questões variada impediram que isso fosse feito"
QUando questionado o Presidente diz que o atraso "no fundamental decorre de falhas do empreiteiro".
E especifica que "não tem a ver com questões de dinheiro. Não há derrapagem nenhuma. Há algumas divergências relativamente a questões de dinheiro mas o atraso não tem a ver com questões de dinheiro. Tem a ver, essencialmente, de uma situação que decorre da empresa que ganhou o concurso ser especialista em campos mas não ser especialista em edificios. E, portanto, a construção do edificio de apoio ao campo tem demorado mais do que esperávamos. De qualquer maneira, as questões estão ultrapassadas e esperamos que a curto prazo a obra nos seja entregue obviamente em condições".
Quanto À possibilidade de se instalarem balneários provisórios no campo Pinto de Sá é irredutivel: "Não temos é querido facilitar. Poderiamos ter encontrado soluções provisórias que era inventar uns balneários provisórios e por as pessoas a jogar. Ou estar a pressionar o empreiteiro para fazer tudo à pressa. Nós não funcionamos nessa base. Aquilo é uma obra que tem de ser concluida e bem concluida nem que possa demorar mais algum tempo. E queremos que esta primeira fase do parque desportivo, quando seja entregue seja entregue na sua globalidade e que não se ande em simultâneo com jogos e obra. Ou é jogos ou é obra", afirma.

Assembleia Municipal da polémica

O NdM aproveitou para questionar Pinto de Sá, à margem das comemorações do 93.ª Aniversário do GUS, a sua opinião sobre a parte final da Assembleia municipal Extraordinária de Ontem à noite, sendo que o Presidente da Câmara se mostrou indignado com aquilo a que assistiu. Afirmando que o fundamental da reunião era a carta estratégica aponta que "o resto foi uma forma infeliz de o Partido Socialista, ou se quisermos, do Vereador Rogério Pinto, ter tentado desviar as atenções do que era essencial para algo de baixa politica. E de baixa politica porque há formas e formas de estar na politica. Já passo por cima da acusação do PS ter sido afastado, quando toda a gente sabe que as reuniões foram abertas, foram divulgadas, foram por correio para casa das pessoas com convites para participarem em todas as reuniões e todas as reuniões estiveram abertas e toda a gente pôde recolher os cd's, recolher os documentos, fazer as sugestões, as propostas e as outras forças politicas fizeram".

O edil mostrou-se mais desagradado com "outro episódio que se seguiu a esse é ainda mais triste que é quando o senhor vereador se arroga a indelicadeza para não empregar uma outra palavra, de, respondendo a um membro da Assembleia Municipal, coisa que lhe era vedada por lei, que estava a produzir uma resposta a outro membro da Assembleia, deputado do PS, de acusar o técnico, que, obviamente, tem a sua honra própria, tem a sua postura própria, de fazer aquilo que os politicos lhe mandam fazer". Este episódio, que o NdM relatou ontem, provocou a saida do Técnico Oliveira das Neves da Sala, sendo que Pinto de Sá afirma que, enviará uma carta à Presidente da Assembleia Municipal para que a defesa da honra do Técnico seja defendida e colocada em acta a mesma carta, já que o visado nas acusações não podia sequer falar na altura, pois nem é membro da Assembleia. Pinto de Sá termina por dizer que "devia haver a ombridade de reconhecer que se exagerou".

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PCP contra encerramentos:

Governo "não conhece a realidade"

O PCP emitiu um comunicado na sequência do anúncio do encerramento de postos da GNR em Cabrela e Santiago do Escoural. Considerando que o discurso cor-de-rosa do governo é incoerente e injusto, não dando mostra de conhecimento da realidade questionam como "é que se pode aceitar o encerramento de Postos da GNR, concentrando-os e aumentando a insegurança das populações?".
Também nest comunicado o PCP exorta "as outras forças políticas, representadas no Concelho" a assumirem "as suas responsabilidades e clarifiquem a sua posição, perante estes atentados aos direitos das populações". Por fim dão um recado ao governo afirmando que "as medidas que o Governo preconiza para o Concelho de Montemor-o-Novo são claras e contrárias, aos interesses da maioria da população".

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